post-title Porquê toda Menina deveria Lutar!

Porquê toda Menina deveria Lutar!

Porquê toda Menina deveria Lutar!

Porquê toda Menina deveria Lutar!

Muito já é comentado sobre os benefícios das Lutas para todas as crianças no que tange os aspectos relativos à saúde, disciplina, sociabilidade, dentre outros ao longo de seu desenvolvimento. Mas, o que vamos falar aqui hoje, é sobre os reais benefícios comportamentais percebidos, quase que “imediatos” em MENINAS (crianças e adolescentes) que se engajam em um esporte de combate.

Seja o judô, taekwondo, karatê ou jiu-jitsu; todas essas lutas têm o poder de despertar o que há de mais importante para nossas meninas, a coragem!

Quando meninas entram nos tatames e são encorajadas a aprender sobre defesas, ataques, chutes, imobilizações e quedas; aprendem também sobre suavidade, integridade, respeito, perseverança, autocontrole e bem estar mútuo – elas os praticam, internalizam e são constantemente estimuladas a utilizar em seus combates nas aulas, festivais ou competições.

A busca pela compreensão e utilização desses princípios que regem as lutas faz parte do cotidiano de quem as pratica e são estimuladas a serem “carregadas” para a vida!

A vitória chega, seja no tatame ou na vida, ela sempre chega!

Assim, meninas ainda muito novas conseguem levar para além do tatame suas “Lutas”. Conseguem ter coragem suficiente para enfrentar os desafios que a sociedade já impõe a tão pequenos seres humanos em processo de formação.

Meninas que lutam entendem que não importa o quão forte seja o ataque do seu adversário, é preciso auto controle e suavidade para contra atacar com a mais eficiente técnica.

Meninas que lutam desenvolvem autoconfiança para se expor fisicamente na sociedade, por mais ainda crítica e limitadora que a sociedade possa ser com os padrões dos corpos femininos, pois, estar e lutar através de seu corpo já faz parte de seu cotidiano; seu corpo não as esconde e sim às revela!

Desperta a capacidade de justiça perante os conflitos adversos que as relações da infância e adolescência propõem, gerando assim, autonomia para suas resoluções.

Desenvolvem também senso crítico aliado a respeito. Coragem para se comunicar e expor suas ideias em público (como apresentar um trabalho escolar, escrever uma redação ou participar de um concurso) sem medo de possíveis julgamentos e de seus resultados, pois, independente desses elas sabem que sempre vão seguir em frente (perseverança).

Já estão acostumadas a cair e ter que se levantar no tatame, a perder e reconhecer o sucesso do adversário naquela luta, mas, acima de tudo, continuar. Lutar, treinar, estudar e buscar o seu melhor desempenho, porque assim, a vitória chega, seja no tatame ou na vida, ela sempre chega!

Meninas que lutam compreendem que elas não devem nada a ninguém, somente a si mesmas! Meninas que lutam possuem um compromisso permanente e inacabado consigo. Estão em processo de formação para se tornarem mulheres essenciais e insubstituíveis na sociedade.

Sobre essas Mulheres, conversaremos em um próximo encontro!

Sobre Livia Sosa

• Bacharel em Educação Física pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) • Especialização em Atividade Física e Saúde • Mestrado em Educação • Docente em Educação Física no Instituto Federal de São Paulo, atuando no ensino, pesquisa e extensão • Mestra em Taekwondo (4 Dan), o qual pratica desde 1991