post-title Michael Phelps: 3 lições do maior campeão olímpico

Michael Phelps: 3 lições do maior campeão olímpico

Michael Phelps: 3 lições do maior campeão olímpico

Michael Phelps: 3 lições do maior campeão olímpico

Veja como Michael Phelps traz uma lição de resiliência que você também pode levar para a sua vida

São Paulo – SP (DINO) 19/07/2016

Ele é o maior campeão olímpico da história. São 22 medalhas, resultado das três Olimpíadas disputadas até o momento. Michael Phelps também é o detentor do maior recorde de medalhas de ouro olímpicas, com 18 vitórias.

Chegou a anunciar a aposentadoria em 2012, ficou alguns anos sem treinar, mas decidiu voltar e tudo indica que encerrará a brilhante carreira nos Jogos do Rio, do qual vai participar no mês que vem.

O nadador americano é, sem sombra de dúvidas, um fenômeno no esporte e um exemplo a ser considerado quando se fala de sucesso na carreira.

O que pouca gente sabe é que Phelps é portador de TDAH, ou Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, uma condição que se caracteriza, principalmente, por afetar a capacidade de concentração e atenção dos portadores.

Apenas esse fato já seria um impeditivo relevante na carreira do campeão, por prejudicá-lo no que ele mais precisaria manter para seguir a dura rotina de treinos: o foco.

No entanto, mesmo diagnosticado ainda na infância, o nadador quebrou recorde atrás de recorde, tendo que se superar a cada competição.

Segundo a psicóloga e membro da Sociedade Brasileira de Coaching, Priscila Asimoto, que estudou o seu perfil, é possível destacar, em três pontos, quais foram as estratégias utilizadas pelo nadador, ao longo desses anos, para realizar os feitos que nenhum outro superatleta até hoje conseguiu.

Não se trata apenas de talento. Phelps usou suas melhores características a seu favor e foi aprimorando as habilidade com o tempo com muita dedicação e disciplina, explica ela

Priscila ressalta também que a autoconfiança demonstrada por ele é uma das atitudes mais fortes que alguém pode ter para se envolver com o foco necessário de alcançar conquistas, além de uma visão definida daquilo que se quer, como pretende ser e fazer para realizar o feito.

Veja quais foram, no caso de Phelps, as principais estratégias e o que você pode tirar como lição para aplicar no dia a dia do seu trabalho:

» » » » Disciplina: “Phelps, vencedor de 18 medalhas olímpicas em 12 anos revela uma personalidade extremamente resiliente, focada e de superação. Ele fez o que todos nós deveríamos fazer em situações de crise: perseverar e usar o que tem de melhor a seu favor que, no seu caso, é nadar. Na verdade, ele encontrou na natação um estímulo para ser o melhor do mundo.

A partir daí, tudo o que fez foi se organizar e usar ferramentas para alcançar a meta traçada: a disciplina com horários regrados, a rotina de uma boa noite de sono, o pensamento positivo de que o almejado aconteceria”, explica Priscila.

Ela lembra também que, em momento algum, o americano ignorou as dificuldades inerentes a sua história, apenas teve mais garra e otimismo para obter os resultados. » » » »

» » » » Motivação: Para Priscila, o nadador tinha todas as razões do mundo para desistir, pois o TDAH limita diretamente os dois fatores de que ele mais precisaria para triunfar: ter concentração e atenção nas tarefas. “Nem mesmo o fato de ter ficado estes últimos anos afastado do treino o fez deixar a atividade de lado.

Aliás, ele reverteu a sua condição em mais uma razão para se dedicar exaustivamente aos treinos, pois precisava lidar com a hiperatividade canalizando o excesso de energia em uma atividade física que trouxesse resultados positivos para o tratamento”, pontua a psicóloga.

“Não é apenas de disciplina, mas o negócio é encontrar um motivo para realizar a mesma tarefa todos os dias, sem perder o entusiasmo”, afirma e o que nos remete ao próximo ponto. » » » »

» » » » Paixão: Michael Phelps não era exatamente um entusiasta do esporte. Foi levado para a natação inspirado pelas irmãs mais velhas que já o praticavam. No entanto, foi na piscina onde o garoto de sete anos descobriu a sua grande paixão e uma saída para lidar com o descontrole comportamental que causava tantos problemas na escola.

Priscila explica que o fato de obter resultados incríveis ainda tão jovem, como fazer parte da delegação americana de natação aos 15 anos, mostra que o transtorno segue em duas vertentes: a negativa, onde o indivíduo se anula pelo fato da condição fisiológica limitante e a positiva, a da superação e resiliência, onde a garra e o prazer pela execução de tal atividade são maiores que o pensamento de anulação, o caminho escolhido pelo nadador.

“Tudo o que você precisa é descobrir qual é a sua paixão, aquilo que te dá prazer realizar todos os dias. Esta será a sua motivação e, naturalmente, você vai se dedicar a fazer todas as tarefas necessárias para cuidar dessa atividade com prazer. Descubra o que você ama e irá longe“. » » »

Contato:
Priscila Asimoto
(11) 98452-8420
priscila.asimoto@yahoo.com.br